> O Magnetismo
A magnetita (Fe3O4), pedra encontrada naturalmente no estado magnetizado, principalmente em Magnésia na Ásia Menor, já fazia parte da vida das primeiras civilizações chinesas e egípcias. Estes já sabiam que quando a magnetita era suspensa livremente por um fio a mesma posicionava-se na direção do norte e sul magnético da terra, norteando desta forma os navegadores dos dois povos supra citados. A sua aplicação na fabricação de bússolas foi relatada pela primeira vez em 1088 d.C., e se dava na forma de magnetizar as agulhas de ferro, que equipavam as bússolas da época, que para suplício dos navegantes, perdia com freqüência a magnetização, ora pelo baixo campo de magnetização gerado pela magnetita, ora pela qualidade do ferro utilizado, não apropriado para essa utilização.
No início do século XIX, cientistas famosos como Ampere, Maxwell, Gauss, Weiss e outros, forneceram os subsídios necessários para o entendimento dos materiais magnéticos. Porém, somente no século XX é que começou a ser produzido em escala comercial os ímãs permanentes que hoje conhecemos. Primeiro vieram os de Alnico, liga de alumínio, níquel e cobalto, depois os de Ferrite, óxido de ferro combinado com carbonato de bário ou estrôncio, logo após apareceram os ímãs de terras raras, a base de samário e cobalto, e a base de Neodímio, ferro e boro.
No início do século XX cientistas como Hadfield, Goss, entre outros, iniciaram o desenvolvimento de materiais de alta permeabilidade magnética, são eles:
• Aços de Baixo carbono
• Ligas de FeSi (Ferro silício)
• Ferrites moles
Pelo fato dos equipamentos elétricos necessitarem de um meio com grande densidade de energia (alta permeabilidade) para realizar a conversão energética, e visando sempre a redução de tamanho dos mesmos, iniciou-se a utilização de núcleos de bobina com materiais de alta permeabilidade que em detrimento ao núcleo de ar, diminui em cem vezes o tamanho das mesmas, no mínimo.